Eu uso software livre há algum tempo. Os que me servem, porque nem todos atendem às minhas necessidades. Uso GIMP, BROffice, Firefox, VLC, por exemplo. Sempre me foram muito úteis para as mais diversas tarefas, mesmo que alguns desses não sejam tão bons quanto um software proprietário.
Mas não gosto do Linux, porque não gosto de ficar digitando comandos, nem que seja só de vez em quando. Isso me lembra o antigo DOS e estamos no século XXI. Só por isso. Uso Windows e a única opção de troca de OS por vontade própria seria pelo OSX. Mas nem todos respeitam esta opção.
Quero poder ter a liberdade de não gostar de um software e não querer usá-lo, sem ter ninguém apontando um dedo acusador para mim, como se eu traísse o software livre (aliás, onde está o contrato que disse que eu seria fiel ao software livre?). A melhor vantagem do SL é você ter a opção de usá-lo, por livre e espontânea vontade. Está ali de graça, experimenta. Quem sabe você não gosta?
Mas infelizmente, não é assim que se comportam os fanáticos por software livre. Falta consciência e respeito para entender que as pessoas e instituições não devem ser obrigadas a adotar todo e qualquer software livre. Com eles, qualquer pessoa que fale bem do Windows ou do Office recebe pedradas. Não está correto. E cada vez mais as pessoas acabam se cansando desses “Openchatos”. No MeioBit, o Cardoso costuma chamar de Freetard. Mas vou adotar o termo Openchato, criado por @thibireis.
Para os Openchatos, usar software livre é uma obrigação, um dever. Essa obrigação e radicalismo acaba mais afastando as pessoas do que qualquer coisa. Chega a um ponto que fica igual vendedor de Herbalife: ninguém aguenta mais ele.
Liberdade. Essa é a palavra-chave.
Segundo a Free Software Foundation, são 4 os tipos de liberdade para os usuários de software livre:
- A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);
- A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
- A liberdade de redistribuir, inclusive vender, cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
- A liberdade de modificar o programa, e liberar estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
Sugiro adicionar mais uma à lista: A liberdade de não usar tal software, sem que nenhum Openchato fique pentelhando.

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